O show da Diana Krall foi simplesmente incrível - e nem sei como explicar o quão incrível! Sou uma apaixonada por Jazz e Diana Krall é um ícone do Jazz contemporâneo. E é tão bom ouví-la... Bom, o teatro era pequeno, para apenas 500 pessoas, o que resultou em um show bastante intimista. A platéia era tímida, mas não hesitou em aplaudir música por música. Diana quebrou o gelo depois da segunda canção, contando sempre algo sobre a família, os compositores e o que faz as músicas serem, para ela, tão especiais. Declarou seu amor aos filhos e ao marido cantando "I've grown accustomed to his face" e a linda "How deep is the ocean (how high is the sky)". Eu diria que foi um dos momentos mais emocionantes do show.
O som do piano e a intensidade com que ela o toca, somados à sua voz extraordinariamente grave, são de arrepiar. Sentei na primeira fila e pude ver cada expressão do rosto dela, a cada música. Fiquei hipnotizada, não queria que o show acabasse mais. Diana falou sobre o quanto adora o Brasil e até cantou "Esse seu olhar" em português, com aqueeeele sotaque carregado, porém super fofo. Até confessou que fica super sem graça de cantar para nós na nossa língua. A gente sempre acha o sotaque engraçado, mas a gente adora. Afinal, são poucos os músicos estrangeiros que se dão ao trabalho de aprender a cantar uma música em português, mas fica clara a admiração que a Diana Krall tem por Sérgio Mendes, João Gilberto, Tom Jobim e pela Bossa Nova.
Mas o meu momento preferido foi a performance de "Walk on By", diferente de todas as versões que eu já tinha ouvido (mesmo daquela que a gente pode conferir no CD "Quiet Nights" e no DVD "Live in Rio"). A música começou lenta como de costume e foi se acelerando no final. O novo arranjo era de tirar o fôlego!
Não deixou de cantar músicas dos CDs antigos, como "Let's face the music and dance" - uma das minhas preferidas. Terminou o show com "Cheek to Cheek" (que durou uns 15 minutos) e "Clap your hands" (naqueeeele tom de blues que a gente gosta). O show teve improvisações geniais e o piano... ah, o piano!
Resumindo: Se eu já era fã da Diana Krall, agora sou ainda mais. Espero que ela volte ao Brasil em breve (ou que eu tenha a oportunidade de vê-la em qualquer outro lugar do mundo... em breve).
How Deep is the Ocean, How high is the Sky?
Deve ter sido A perfeição!
ResponderExcluirMe arrependi de não ter ido...
Apesar de não ser "apaixonada" por jazz, conheço vagamente o trabalho da Diana Krall. O show foi bem bacana. O público foi selecionado, o teatro da Oi é bacanérrimo. Belo show!
ResponderExcluirA voz dela é maravilhosa, sem contar a paz que traz ao escutar esse tipo de música. Incomparável!
ResponderExcluirParabéns pelo blog!! De muito bom gosto.