domingo, 26 de setembro de 2010

Vinícius e Jobim

De um lado, um diplomata que era poeta (ou um poeta que era diplomata?). Do outro, um pianista e compositor. Vinícius de Moraes foi introduzido ao então relativamente desconhecido pianista Antônio Carlos Jobim, que criaria as músicas para a sua peça "Orfeu da Conceição". Esse foi só o começo da famosa e bem-sucedida parceria entre os dois cariocas, receita que resultou em um novo gênero musical que se tornaria conhecido mundialmente como "Bossa Nova". Aquilo que mais parecia uma mistura de jazz e samba, de música de elite com um toque popular, de romance e poesia com piano e violão, era também um retrato de uma Belle Époque carioca. Chega de Saudade, Insensatez, Garota de Ipanema e Ela é Carioca foram só algumas das obras de arte da dupla que, sem a menor pretensão, abriu as portas do mundo para a música Brasileira passar.

Ouçam uma das minhas versões prediletas de "Ela é Carioca", que mistura o inglês e o português e é interpretada por Celso Fonseca e Cibelle Cavalli.

Um comentário:

  1. Já dizia o poeta Vinícius, "Que me desculpem as feias, mas beleza é fundamental!"

    Não sei se é com todo mundo, mas considero o Tom o pai da Bossa, acho que foi porque conheci o trabalho dele primeiro, antes do João Gilberto e por isso, ele é meu preferido (e claro, o Vinícius também!).

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